Os Perigos do Sol


Com a destruição cada vez maior da camada de Ozônio, este tipo de câncer só tem aumentado. Embora o tipo mais letal seja o mais raro (melanoma), a doença ainda mata muita gente. De acordo com o Inca, o número de óbitos registrados pelo câncer de pele em 2010 foram de 1507.

A exposição exagerada ao sol é uma das causas, mas não é a única. O câncer de pele também é provocado por fatores genéticos e ambientais, como a distribuição da camada de ozônio. Maior órgão do corpo humano, a pele pode apresentar o câncer de duas formas: os carcinomas (ou não melanomas), que têm uma incidência alta, de 70% a 80%, e os melanomas, que variam entre 5% e 7%.

O melanoma é a transformação maligna dos melanócitos (células produtoras de pigmentos). É o tipo de câncer de pele que mais tem crescido na última década, seu índice elevou em 20%. Em países desenvolvidos a sobrevida média estimada para pacientes com melanoma é de 73% em cinco anos, ao passo que em países em desenvolvimento esse número chega a 56%. Os não melanomas ainda podem se apresentar de diferentes linhagens. Os mais freqüentes são o carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos e o carcinoma espinocelular, presente em 25% dos casos.

A boa notícia é que a doença do tipo mais agressivo, se diagnosticada precocemente e submetida a um tratamento é curável. No entanto, no Brasil, o diagnóstico não é tão rápido e quando mais tarde detectado, as chances diminuem consideravelmente. Entre os sintomas mais freqüentes estão feridas na pele, cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, manchas que coçam e ardem, descamam ou sangram. O câncer de pele é mais comum em adultos entre 30 a 60 anos, com picos de incidência por volta dos 40 anos, no entanto com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

A população, principalmente a de países tropicais, como o Brasil gosta de sol, mas essa busca pela vaidade, não pode deixar de lado a prevenção de um câncer de pele. A principal dica é não se expor ao sol nos períodos entre 10 e 16h e usar fator de proteção solar (FPS) de acordo com o tom de pele de cada pessoa. Além disso, o uso de chapéus, guarda-sol e óculos escuros é indispensável. Estes cuidados simples podem prevenir este perigo iminente.

Publicação dia 12/01/2015 Jornal Hoje em Dia. Artigo escrito pelo Dr. Bruno Côrtes Aragão.

12-01-15 - Hoje em Dia - Os perigos do sol

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